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Tabela Price ou SAC? Escolha a ideal para financiar um imóvel
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Finanças
04/05/2026- 14 minutos de leitura
A Tabela Price oferece parcelas fixas para o financiamento imobiliário, o que garante previsibilidade no seu orçamento. Entenda como essa modalidade de amortização funciona, suas vantagens e desvantagens, além das situações ideais para utilizá-la em sua compra, ao alinhar a tabela ao seu perfil.
Ao financiar um imóvel ou fazer um empréstimo, o pagamento da dívida mensal (amortização) pode seguir dois sistemas: a Tabela do Sistema de Amortização Constante (SAC) ou a Tabela Price.
Porém, nem sempre quem compra a casa própria conhece essas opções de pagamento e, principalmente, os critérios que devem ser analisados para fazer uma escolha mais adequada ao seu orçamento e planejamento financeiro.
Esse desconhecimento é relevante, ao considerarmos que o crédito imobiliário no Brasil segue em expansão. Segundo dados da Mordor Intelligence, em 2025, o volume de financiamentos habitacionais ultrapassou R$ 700 bilhões.
Além disso, as projeções indicam crescimento contínuo nos próximos anos, impulsionado pela demanda por moradia e pelo uso dessa modalidade de investimento a longo prazo.
Ainda assim, o crédito imobiliário representa cerca de 10% do PIB brasileiro, percentual inferior ao de países desenvolvidos, o que reforça a importância de decisões bem informadas nesse tipo de contrato.
Por isso, é primordial compreender o que é a Tabela Price, como funciona, quais são as vantagens e desvantagens, além de um exemplo prático da tabela Price e um quadro comparativo com a tabela SAC. E então, vamos lá?
Principais aprendizados deste artigo
- A Tabela Price é um sistema de amortização em que o valor das parcelas de um financiamento permanece fixo do início ao fim do contrato, diferentemente do SAC. Para manter a parcela constante, os juros são mais altos no início e a amortização aumenta progressivamente ao longo do tempo;
- É mais indicada para quem precisa de previsibilidade orçamentária e tem renda familiar estável, com expectativa de crescimento futuro para absorver melhor o impacto dos juros iniciais mais elevados;
- O cálculo da prestação fixa é feito com uma fórmula matemática que considera o valor financiado, a taxa de juros e o prazo de pagamento, além de garantir que o credor receba o valor emprestado acrescido dos juros acordados;
- A principal vantagem é a estabilidade das parcelas, o que facilita o planejamento financeiro, mas a desvantagem é o maior custo total de juros devido à lenta redução do saldo devedor nos primeiros anos;
- A escolha entre Price, SAC ou SACRE depende do perfil do comprador, de sua previsibilidade de renda e dos objetivos de longo prazo, sendo a Price ideal para segurança e previsibilidade.
O que é Tabela Price?
É um tipo de amortização que, de início, facilitava o pagamento de aposentadorias e pensões, criado no século XVIII pelo francês Richard Price. Mais tarde, foi inserido no mercado financeiro e, atualmente, é um dos mais importantes meios de parcelamento de compras feitas a prazo, assim como o SAC.
Como funciona a Tabela Price?
Utiliza-se uma fórmula matemática baseada no conceito de valor presente com três variáveis: o valor total financiado, a taxa de juros do contrato e o prazo de pagamento. A partir desses dados, é determinado o valor da prestação que permanecerá fixo durante todo o período estabelecido.
Essa fórmula garante que o credor receba exatamente o valor emprestado acrescido dos juros, enquanto o devedor paga prestações iguais e previsíveis ao longo do financiamento.
Distribuição de juros e amortização
Para manter as parcelas constantes, juros e amortização são distribuídos inversamente ao longo do tempo:
- No início do financiamento: os juros têm peso maior, pois são calculados sobre um saldo devedor mais alto. A amortização, por sua vez, representa uma parcela menor do pagamento.
- Com o passar do tempo: à medida que o saldo devedor é reduzido, o valor destinado aos juros cai progressivamente, enquanto a amortização aumenta de forma proporcional. Essa inversão gradual mantém a prestação fixa.
Quando é mais indicado utilizar a Tabela Price no financiamento imobiliário?
Para financiamentos imobiliários, essa modalidade de amortização é mais indicada quando:
- A pessoa compradora precisa de parcelas fixas, o que facilita o controle do orçamento mensal ao longo do financiamento;
- A renda atual é estável, com expectativa de crescimento futuro, o que absorve melhor os juros iniciais;
- O financiamento tem prazo longo, o que torna a previsibilidade das prestações um fator decisivo;
- A prioridade é segurança financeira, mesmo com maior custo total de juros no longo prazo.
Saber quando utilizar a Tabela Price no financiamento imobiliário é fundamental para tomar uma decisão financeira consciente. Esse conhecimento evita escolhas baseadas apenas no valor da parcela inicial e ajuda o comprador a alinhar o modelo de amortização ao seu perfil de renda, planejamento financeiro e objetivos de longo prazo.
Confira mais detalhes abaixo.
1. Parcelas fixas e previsibilidade financeira
A principal característica da Price é a manutenção do mesmo valor de parcela durante todo o contrato. Essa medida permite maior previsibilidade no orçamento, o que facilita o pagamento de outras despesas fixas e reduz o risco de desequilíbrio financeiro ao longo do financiamento.
2. Renda estável com perspectiva de crescimento
Esse sistema é mais indicado para quem tem renda estável no momento da contratação e expectativa de aumento salarial no futuro. Como os juros são mais elevados nas parcelas iniciais, esse perfil consegue absorver melhor esse impacto inicial.
3. Financiamentos imobiliários de longo prazo
Em contratos extensos, a constância das parcelas torna o planejamento financeiro mais simples. A Price evita variações mensais que poderiam comprometer o orçamento familiar em financiamentos com duração de 20 ou 30 anos.
4. Prioridade em segurança, não em economia total
Embora o valor final pago em juros seja maior em comparação a outros sistemas, como o SAC, a Price é indicada para quem prioriza estabilidade e controle financeiro acima da redução do custo total do financiamento de imóvel.
Agora que você já compreendeu quando é mais indicado, o próximo passo é comparar esse modelo com a Tabela SAC.
Tabela Price ou SAC: qual é melhor?
Não existe um modelo universalmente melhor: o ideal é aquele que se encaixa em sua renda, planejamento financeiro e objetivos. Porém, antes de escolher, é fundamental que você compreenda como cada modelo de amortização impacta o valor das parcelas, a incidência de juros e o custo total do financiamento imobiliário.
Afinal, saber qual é melhor, Tabela Price ou SAC, ajuda a pessoa compradora a alinhar a escolha ao seu perfil financeiro, à previsibilidade do orçamento e aos objetivos de longo prazo. A seguir, confira um quadro comparativo para facilitar sua decisão.
| Critério | Price | SAC |
| Valor das parcelas | Parcelas fixas do início ao fim do contrato. | Parcelas decrescentes ao longo do tempo, que começam mais altas e reduzem gradualmente. |
| Composição da parcela | Maior peso de juros no início e menor amortização nas primeiras parcelas. | Amortização constante desde o início, com redução progressiva dos juros. |
| Previsibilidade do orçamento | Alta previsibilidade, ideal para quem precisa de controle rígido do orçamento. | Menor previsibilidade no início, mas melhora ao longo do contrato. |
| Valor total de juros pagos | Geralmente maior no longo prazo, devido à menor amortização inicial. | Menor valor total de juros, já que o saldo devedor cai mais rápido. |
| Perfil do comprador | Indicado para quem tem renda estável e busca parcelas fixas. | Indicado para quem pode arcar com parcelas iniciais mais altas. |
| Impacto a longo prazo | Estabilidade mensal, porém custo final mais elevado. | Economia de juros ao longo do financiamento. |
| Uso mais comum | Preferido por quem prioriza previsibilidade e segurança financeira. | Preferido por quem busca reduzir o custo total do imóvel financiado. |
Vale ressaltar que, além de ambos, existe o Sistema de Amortização Crescente (SACRE), uma modalidade de financiamento que combina características da Price e do SAC, o que o faz uma alternativa intermediária entre os dois modelos.
Nesse sistema, a amortização começa em um valor menor e aumenta progressivamente ao longo do contrato, o que faz com que as parcelas iniciais sejam mais acessíveis que o SAC, mas não tão baixas quanto a outra tabela.
Com o crescimento gradual da amortização, o saldo devedor é reduzido consistentemente, o que resulta em juros decrescentes ao longo do tempo e em um custo total geralmente inferior ao da modalidade de amortização francesa.
Por esse equilíbrio entre valor das parcelas de financiamento e redução do endividamento, o SACRE é indicado para quem busca previsibilidade financeira sem abrir mão da economia no longo prazo.
Quais as vantagens e desvantagens da Tabela Price?
Esse modelo tem vantagens como parcelas fixas, que facilitam o planejamento, além de prestações iniciais mais leves, que aumentam a amortização e reduzem a dívida. Em relação aos pontos negativos, os juros são mais altos no começo e o saldo devedor cai lentamente nas primeiras parcelas e encarece o financiamento.
A seguir, confira em detalhes as vantagens e desvantagens da Tabela Price.
Parcelas fixas ao longo do contrato
Oferece previsibilidade, pois o valor da parcela permanece constante do início ao fim do financiamento. É uma vantagem porque facilita o controle do orçamento mensal e o planejamento financeiro, especialmente para quem apresenta renda estável e prefere evitar oscilações nos pagamentos.
Menor impacto financeiro no início
Esse sistema apresenta parcelas iniciais menores quando comparado ao SAC, já que a amortização começa mais baixa. Essa característica a torna atrativa para quem precisa comprometer menos renda nos primeiros anos do contrato.
Amortização crescente ao longo do tempo
A amortização aumenta gradualmente a cada parcela. Com isso, o saldo devedor passa a ser reduzido de forma mais significativa apenas nas etapas finais do financiamento, quando a incidência de juros já é menor.
Juros mais elevados no começo
Uma desvantagem relevante é que, no início do contrato, grande parte da parcela corresponde aos juros. Essa desvantagem faz com que o custo total do financiamento seja maior em comparação a modelos que amortizam mais rapidamente.
Redução lenta do saldo devedor
Como a amortização inicial é menor, o saldo devedor diminui de forma mais lenta nos primeiros anos. Esse ponto pode ser desfavorável para quem pretende quitar o financiamento antecipadamente ou reduzir o valor total pago em juros.
Confira um exemplo prático da Tabela Price
Imagine que você fez um financiamento de R$ 100.000,00 para pagar em 10 anos, com juros de 1% ao mês.
Ao aplicar a Tabela, o valor da parcela será sempre o mesmo: cerca de R$ 1.443,00 por mês, o que significa que, durante todo o contrato, você terá a tranquilidade de pagar exatamente esse valor, sem surpresas.
No começo, a maior parte da parcela é formada pelos juros e uma parte menor vai para reduzir a dívida. Por exemplo, na primeira prestação, R$ 1.000,00 são juros e apenas R$ 443,00 diminuem o saldo devedor. Com o passar do tempo, os juros ficam menores e a parte que reduz a dívida aumenta.
Assim, mês a mês, você paga sempre o mesmo valor, mas a composição da parcela muda até que, no final dos 120 meses, o financiamento esteja totalmente quitado.
Compreender a previsibilidade da parcela fixa, como demonstramos no exemplo, é crucial para o seu planejamento. No entanto, para ter a tranquilidade de pagar esse valor, o passo seguinte é garantir que seu financiamento seja aprovado.
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Agora que você já sabe como funciona a Tabela Price para manter o equilíbrio das suas parcelas, o próximo passo é descobrir se este é, de fato, o modelo ideal para o seu momento de vida.
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Dúvidas frequentes
O que é um sistema de amortização imobiliária?
É o planejamento de quitação de uma parte da dívida, a fim de que diminua até finalizar o seu pagamento. Mesmo assim, é comum que em qualquer dívida exista a cobrança de juros. Logo, é essencial que o pagamento seja ainda maior do que os juros cobrados dentro do período.
A Price é mais cara do que o SAC no financiamento imobiliário?
Geralmente, sim. A Price geralmente acarreta um custo total mais elevado. Este fato ocorre porque a amortização é menor no início, o que faz com que os juros incidam por um período maior sobre um saldo devedor mais alto. No SAC, a amortização constante reduz mais rapidamente os juros totais.
É possível mudar da Price para outro sistema durante o financiamento?
Em geral, não é possível alterar o sistema dentro do mesmo contrato. Para sair dessa modalidade, o mutuário precisa renegociar o financiamento, normalmente por meio de portabilidade ou refinanciamento, sujeito a novas análises de crédito imobiliário, taxas atualizadas e custos operacionais. Esse processo pode gerar economia, mas exige avaliação cuidadosa.
A Price é usada apenas para imóveis ou também para outros tipos de crédito?
Não é exclusiva do financiamento imobiliário. A modalidade também é amplamente utilizada em empréstimos pessoais, financiamentos de veículos, crédito consignado e operações bancárias em geral, especialmente quando o objetivo é oferecer parcelas fixas e previsíveis ao longo do contrato. Esse modelo facilita o planejamento financeiro mensal do tomador.
Como saber se a Price é a melhor opção para meu perfil financeiro?
Essa modalidade de amortização é mais indicada para quem precisa de parcelas fixas e menor impacto no orçamento inicial. Avaliar renda mensal, estabilidade financeira, planos de amortização antecipada e o custo total dos juros é essencial para decidir se esse sistema é adequado ao seu perfil.



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